quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Foi destaque



  O Secretário de Agricultura de Taquaritinga do Norte César mostrou mais uma vez que está por dentro de todos os assuntos relacionados a agricultura , e na matéria realizada pela TV ASA BRANCA César falou e muito bom sobre o Café.
   O secretário vem desenvolvendo um grande trabalho que poucas vezes é visto pelas pessoas da cidade, mais esse trabalho é visto de perto pelo homem do campo, e por onde andamos temos visto que os agricultores estão satisfeitos com o trabalho de César, com muita seriedade ele e sua equipe sempre estão engajados nos assuntos sobre a agricultura.

Fonte: Dalia net 


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O vaqueiro encantado


 

Sobre a sombra da imburana o velho vaqueiro, experiente, vestindo o gibão e com o ouvido preparado para ouvir o chocalho da vaca velhaca que se recusa a ir ao curral, à noite em épicas de chuva, ouviu o choro de uma criança.
  Árvore da família das burseráceas, a imburana cresce sem ser perseguida pelos lenheiros ou fazedores de carvão. Adquire uma espécie imunidade concedidas pelos lenhadores, assim como à cauã que é protegida pelos caçadores. Nenhum caçador mata uma ave desta espécie, pois quem a mata recebe, de imediato, o castigo de Deus; quando se atira nesta ave, ela, ao receber o tiro, voa em direção do projetil e, gemendo aos pés do atirador, o algoz, segundo uma das lendas.
À sombra da imburana Theobaldo, solitário e oprimido por um pai insensível que, à tardinha o fez ir à serra em buscas das cabras que quando chove preferem às locas de pedras ao chiqueiro. Theobaldo, medroso tinha medo de caiporas e de almas penadas. Este medo se apossou dele devido a sempre ouvir as lorotas de seus irmãos mais velhos. Irmão mais velho só serve para assombrar os mais novos e ensinar coisa que não presta.
Num destas idas e vindas a serra apareceu um vaqueiro que encorajava Theobaldo e lhe ensinava muitas coisas. Primeiro ele disse ser do Rio Grande do Norte. E seu cavalo era castanho e o chocalho que carregava na sela tinha a correia bem macia como se tivesse passado sebo. O freio compunha-se de uma brida branca e com detalhes que só um bom fazedor de arreio sabia fazer; e o estribo da sela era de madeira. O par de esporas era amarelo, como ouro e com suas rosetas bem afiadas. O cavalo não parecia necessitar de espora para correr atrás de um boi, pois parecia inquieto, roçava o chão e fungava convidando para uma carreira na caatinga, atrás de um boi.
Poucos metros dali avistavam-se as vacas de Arnóbio e um garrote de Otávio Ramos cruzando com as cacas de Pedro Lino. Passava na estrada Abidon, em sua burra que lhe levara à feira e lhe trazia de volta à fazenda do Açude Novo.
  O vaqueiro que não quis dizer seu nome, mas disse a Theobaldo que ele nunca ia ser um vaqueiro, mas que seria uma pessoa que seria feliz a depender de suas ações. E que o mundo era sua morada. Assim Theobaldo vive pelo mundo buscando resposta a muitas perguntas que os homens não lhe responderam.
Este vaqueiro ainda deve estar correndo atrás de boi na serra, é um vaqueiro encantado que só Augusto Ferraz pode vê-lo. 

Por: Antonio martins 

Educação e cidadania






 




Na manhã de ontem (08) a educação de Taquaritinga do Norte viveu uma histórica conquista, com a aula inaugural da mais nova Escola do Município, o Ginásio Experimental Severino Pereira da Silva. A mesma funciona no antigo prédio da Escola Cenecista, o qual estava desativado e muito depredado. Mais com uma visão inovadora e muita responsabilidade o Governo Municipal da Dália da Serra conseguiu tornar a referida escola patrimônio do povo de Taquaritinga.
Os alunos matriculados no Ginásio recebem aulas nos períodos da manhã e da tarde, fazem três refeições na própria escola e ainda participam de diversas atividades que os tornarão cidadãos conscientes com opiniões e perspectivas de crescimento.
Vários profissionais estão engajados neste mais novo projeto na educação da Dália da Serra, os quais foram apresentados nesta manhã pela diretora a todos os alunos e pais que estiveram acompanhando seus filhos.
Várias autoridades também estiveram presentes na aula inaugural entre elas o Prefeito José Evilásio acompanhado pela primeira dama Eva Casé, os representantes do poder legislativo Ronaldo Veiga e Rogéria Coelho, Secretários Municipais e professores.
“A escola de tempo integral é mais do que um avanço na educação de Taquaritinga do norte. É a certeza de que nossas crianças serão preparadas para o futuro. Uma importante conquista para pais, professores, educadores e principalmente para estes jovens”, discursou muito emocionado o Prefeito José Evilásio.
A nova Escola conta com espaços amplos totalmente organizados, uma nova mobília, além de uma equipe de funcionários altamente capacitados para atender a clientela estudantil que integra o seu corpo discente.

Fonte: Imprensa oficial

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Convocação


No próximo domingo dia 5 de fevereiro de 2012 acontecerá a eleição da mesa diretora da AASB para o biênio 2012/2013, como não foi registrado outra chapa no prazo previsto no edital de convocação, a eleição será com chapa única e a diretoria atual vai para reeleição.
Presidente: Geraldo Francisco Barbosa Filho
Vice: José Etevaldo de Lucena
Secretaria: Claudenice da Cunha Barbosa
Tesoureiro: Jorge Gonçalves de Andrade
A eleição acontece das 14:30 ás 16:00, o sócio que estiver em dias com suas obrigações e que puder comparecer, não deixe de votar e fortalecer nossos direitos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

As Novenas


Havia um hábito de se rezar em Serra dos Bois. Tia Zefinha sempre chamava Padre Otto para celebrar missas na casa de Mãe Zita. Embora, antes disso, ocorreu um assassinato no sítio Mares, município de São João do Cariri. A vítima chamava-se Manoel Farias, nosso parente distante. O assassino era de uma família muito conhecida pelo epíteto ou apelido do “quitia”, cuja origem deste nome parece ser de um pássaro africano. A história desta tragédia é a seguinte. O Sr. Manoel Farias, que era um homem muito rico, resolveu cercar a cacimba que os “quitias” davam água à suas vaquinhas, das quais tiravam o sustento e um pouco de leite para alimentar seus filhos. O algoz, aflito, tocaiou o Senhor Farias e o assassinou. Preso e julgado foi levado à cadeia de Campina Grande. Na cadeia, o homem simples que nem nome tinha, aprendeu a fazer artesanato e quando meu avô Ananias foi lhe fazer uma visita ganhou um Santo Antônio, cuja imagem se encontra dentro de uma garrava. A pergunta que todos fazemos é: como aquele homem fez uma arte tão simples e tão bela?
Com esta imagem nos acostumamos, desde pequenos, ser devotos de Santo Antônio. E todo dia 12 de junho se rezava uma novena casa de tio Otília, como chamavam minha vó. Também se rezava na casa de Otávio Ramos. Ficávamos esperando os fogos de lá. Quando se tinha certeza de a novena de Otávio tinha começado, começava-se a rezar a nossa. Meu avô trazia fogos. Era uma festa e ao mesmo tempo um transtorno. É que com o barulho dos fogos o cachorro latia; a vaca mugia e quebrava a porteira e os bezerros entravam para o curral e no dia seguinte não tinha leite para as crianças. Era bonito ver os fogos de lágrimas nos céus. As novenas podem não ser mais rezadas, mas dão saudades. Depois da novena, iniciava-se a festa profana: tomava-se café, comia-se bolo e falava-se da vida alheia. Muitas vezes se fazíamos adivinhações e a brincadeira da bacia, onde se punha uma brasa dentro d’água e se não se conseguia ver tal brasa acesa, naquele ano se morria. Eu acreditava e acredito, pois para Deus nada é impossível.
            Assava-se batata doce e milho na brasa da fogueira. Só no dia seguinte é que se comia a canjica. Quanto às pamonhas comia-se assim que elas saiam das panelas. A meninada se divertia lambendo a palha. Sempre sobrava um pedaço da coisa mais gostosa do mundo - pamonha. O trágico era que à noite estávamos todos com o bucho inchado.
Passava-se um bom tempo carregando facheiro seco para fazermos a fogueira de Santo Antônio, São João de São Pedro. Assim as novenas ficaram na minha lembrança e na de muita gente também.

Antonio Martins de Farias

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Reunião ordinária da AASB

     No domingo 8 de Janeiro de 2012 aconteceu mais uma importante reunião da Associação que contou com presença maciça dos sócios além de vários convidados que palestraram e abordaram vários assuntos de interesse da comunidade, entre eles o programa seguro safra, eleição do sindicato dos trabalhadores rurais, eleição da AASB, projetos de desenvolvimento sustentável, etc.
     Depois de ouvir os palestrantes; Marcos Roberto Pontes sócio colaborador, Julio Cezar secretario da agricultura, Evandro coordenador do IPA, Joelma presidente do Sindicato, Zeca Coelho secretario de Apoio e articulação, e a vereadora Rogéria de Zeca, foi servido um lanche e uma deliciosa dobradinha, que foi degustada em clima de confraternização, em seguida foi realizado um bingo de um carneiro que rendeu cento e quarenta reais, a diretoria da associação agradece aos que participaram da reunião e colaboraram direta e indiretamente com a AASB.
Veja algumas imagens:


Julio Cezar ( Sec. de Agricultura )  
 Evandro ( coordenador do IPA )

 Joelma ( Presidente do Sindicato )
 Zeca Coelho ( Sec. de Apoio )
 Marcos Roberto ( sócio e colaborador )

 Vereadora Rogéria de Zeca 

Por: Geraldo Filho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Serra dos Bois

Ludugero da Cunha Porto, o patriarca de Serra dos Bois, teve muitos parentes que contribuíram para a formação deste sítio tão acolhedor, como Serra dos Bois. Como exemplo teve a presença de Joaquim Lino, que deixou muitos descendentes, entre estes: Manoel Joaquim, que foi casado com Maria, filha de Aleixo Chico. Manoel e Maria formavam um casal maravilhoso. Casaram-se e moraram por toda vida em Serra dos Bois. Eles tiveram um filho José Joaquim, que reside em Gravatá do Ibiapina. Aleixo Joaquim, que se casou com D Maria. Ela nascida no sítio Carro Quebrado, vizinho de São Domingos do Cariri e de Curralinhos, terra de Santa Quitéria, no município de São João do Cariri, filha de seu Ananias Marcos e D Maria. Seu Ananias Marcos foi um grande vaqueiro e tinha fama de saber fazer umas rezas fortes que encantava boi bravo e amarrava ladrão pelo rastro ou pegadas.
Aleixo se casou na década de 50 e teve os seguintes filhos: Joaquim, nosso padre, Raquel, Zé de Castro, Zé Pequeno, Maria e Raimunda.
Aleixo Joaquim era um vaqueiro de muita grandeza e amigo de todos. Uma de suas muitas virtudes era ser honesto e padrinho de quase todos de Serra dos Bois. Além de gostar de café, sem açúcar e fumar um bom cigarro de palha.
Teve também João Joaquim, que morreu solteiro, não deixando herdeiros, mas sua história é uma das mais lindas que um ser humano pode ter. Ele era um sujeito honesto e muito servidor. Não dizia “não”; gostava de fumar e tomar café assim como seu irmão foi um bom vaqueiro; embora nunca namorasse. Josefa ou Zefinha, Bibiana e Sancha completaram a família de Joaquim Lino. Zefinha se casou com Ricardo, Bibiana morreu solteira e Sancha foi casada com Pedro Lino. Sancha e Pedro Lino formaram também uma historia muito bonita. Eles tiveram uma filha, a qual morreu ainda jovem. Pedro Lino e Sancha eram parentes e Sancha foi sua segunda esposa. Com sua primeira esposa Pedro Lino teve dois filhos: Maria Clara, que se casou com Antônio de Sinésio e teve os seguintes filhos: Gorete, Luzinete, Pedro, Reginaldo e Ivonete. Reginaldo era surdo mudo e foi criado em Serra dos Bois. Além de Maria Clara Pedro Lino teve um filho chamado José, que como a maioria dos nordestinos, se perdeu no Rio de Janeiro.
Teve Serra dos Bois outro morador ilustre Aleixo da Cunha Porto, este irmão de Ludugero da Cunha Porto. Ele construiu a casa onde, hoje, se conhece como a casa de Arnóbio. Aleixo da Cunha Porto parece que só teve filhas; as que lembramos: Josefa, ou Zefinha foi casada com José Genuíno, de Gravatá do Ibiapina, e teve como filho nosso saudoso Arnóbio, Maria Alacoque e outra filha cujo nome era Maria também e, se não estamos enganados, foi casada com um filho de Aleixo Chico e Esmera. Este casal fixou residência em Recife e deixou descendentes. Josefina, que morreu solteira, em Serra dos Bois e Maria Porto; esta uma discípula de professora Mestra, que foi responsável pela educação dos filhos de Ludugero da Cunha Porto e seus parentes. Maria Porto também não se casou e morava em Gravatá do Ibiapina. Outros personagens importantes, que infelizmente não dispomos de dados sobre eles; como Maximiano Porto, sogro de José de tio Manoel Ludugero e Tinuto. De Tinuto não sabemos absolutamente nada sobre ele. Além destes tivemos uma pessoa muito importante que foi o escravo Zé Maria. Este morava perto do roçado de Aleixo Joaquim, no caminho da casa de Arnóbio. Segundo informações este escravo era um criador de cobras e chegado às mandingas. Tanto que até, hoje, naquele corredor andam muitas almas à noite; especialmente noites de lua cheia. O colaborador deste Blog deu muita carreira lá no corredor de Aleixo Joaquim com medo das almas.


Antônio Martins de Farias