O Presidente da Associação de Serra dos bois Geraldinho foi
o entrevistado desta sexta-feira do Ponto de Vista. O programa vai ao ar das 10h30min às 11h30min, na Rádio
Filadélfia FM 104.5 Comandado Por Alberes Xavier e equipe e é transmitida ao
vivo pela internet WWW.radiofiladelfia.fm5.com.br o mesmo falou de assuntos relacionados ao
associativismo, respondeu perguntas dos
locutores e discutiu amplamente a politica de Taquaritinga, deixando bem claro
a sua opinião a respeito dos fatos ocorridos no processo eleitoral da Dalia da serra.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Parceria que dá resultados
O Sindicato
Rural Patronal de Vertentes, em parceria com a Secretaria Municipal de
Agricultura e Pecuária do município de Taquaritinga do Norte-PE, estará
realizando na comunidade de Serra dos Bois, o curso SENAR-AR/PE "CULINÁRIA
RURAL - Organização e Segredos", no período de 24 a 26 de Maio de 2012!
Contatos com o Secretário Júlio César da Silva Pontes e equipe. Pedro Arruda -
Secretário/Coordenação de Mobilização de Curso/Treinamentos Sindicato Rural de
Vertentes/SENAR-AR/PE!
O curso será ministrado na cede
da associação dos agricultores da comunidade e já está com a turma fechada,
este será o primeiro de muitos que queremos trazer para nossa comunidade e desde
já queremos agradecer as aos órgãos e dirigentes envolvidos nesse projeto tão
importante para as comunidades rurais.
Complemento : Geraldo Filho.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Quem era a Moça?
Deus nos deu o
dom da vida e nos concedeu o livre arbítrio. Acontece que podemos abusar da
liberdade que Ele nos legou e cairmos em abismos impossíveis. Pode não existir
diferença entre o bem e o mal; apenas o destino que damos as coisas é que traz
consequência a qual definimos como boa ou má.
Mas existem os
contrários. E estes muitas vezes nos ensinam muito. Exemplo: o autor desta,
quando ainda com seis ou sete anos, perdeu um irmão. E, certa tarde, chegou a
notícia de que era preciso todos se deslocarem para Gravatá do Ibiapina, devido
ao sepultamento. Ananias, como se chamava meu irmão, foi uma criança muito
querida por todos em Serra dos Bois. Após o susto da notícia trágica, fomos ao
cercado do Roçado da Janela, pegar os jumentos para o transporte. Ao escurecer,
deu-se a caminhada. Seu Amaro Borges, e Zé de tia Luiza e Dina eram as únicas
pessoas adultas. Quando passávamos pelo Bandeira, especificamente, em frente à
casa de seu Neco Adelino, ouvimos uma sanfona. Era um baile. Perguntei a mim
mesmo: como pode eu aqui chorando miudinho e com vergonha e àquele povo alegre
dançando? Deus sabia e sabe o que faz. Chegando a Gravatá do Ibiapina, já bem
tarde, uma moça vestida de branco, tirou-me da cangalha, abraçou-me e perguntou
o que era que eu precisava. Respondi que gostaria de urinar, coisa de menino. A
moça prontamente me levou ao quintal e, consequentemente ao banheiro. Ela era
uma moça muito linda. Era baixa e muito alva, como costumávamos chamar uma
pessoa de cor branca. Passou a noite. Ao amanhecer o dia, ficamos com a certeza
de que não Nanã não voltava mais para Serra dos Bois. Era muita tristeza. Após
o enterro cada um tomou seu rumo e quando voltava para Serra dos Bois, na casa
de Pedro Lino, ouvimos os fogos no Papagaio. Era o nascimento de Ana Maria,
Balia. Assim pode existir tristeza e alegria. Interessante: quando íamos a um
enterro, uns dançavam e quando voltamos soubemos que nascia uma vida. Quer
coisa melhor do que esta?
Perguntei a
todos quem era àquela moça. Prestei todas as características, mas ninguém soube
me responder. Bem mas Deus existe e os Anjos também.
Antônio
Martins de Farias
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Luiz de França Pontes
Luiz é o primeiro da esquerda, era o mais velho dos dez irmãos
Em uma tarde quente, quando a cor vermelha do sol refletia sobre as árvores tinha-se a impressão de que um fogo estava devorando o Agreste pernambucano. Esta cena acontecia próximo ao passador do roçado de seu Amaro França, quando Antônio avistava seu padrinho, Luiz França, chegando bem devagarinho, com um sorriso carinhoso raramente visto em homem nordestino. Homem este que parece fraco, em virtude da fome por causa da absoluta pobreza que leva este forte e bravo a ter cara fechada ou triste. E, muitas vezes, a fisionomia não engana e demonstra o desespero do total abandono das autoridades, mas Luiz França sempre estava sorrindo. Para ele não havia tempo ruim.
Antônio
levantou-se, tirou o chapéu de palha e lhe tomou à bênção:
- A bênção,
padrinho Luiz!
- Deus lhe
faça feliz, filho!
Luiz França,
depois de abençoar o menino frágil, triste e magro o presenteou com nota de dois
reis; nota grande de cor avermelhada. A alegria do menino, por seu primeiro
presente foi tanta que se esqueceu de agradecer e saiu correndo e entregou a
nota à Dina, a irmã. Sabe-se, no entanto, que com estes dois reis não comprou
pão, não se comprou caramelo e nem cocada. O dinheiro dado por Luiz França serviu
para completar a prestação que a mãe de Antônio devia à dona Maria de seu
Antônio Cumaru. É que a esposa de seu Antônio Cumaru vendia tecido, a
prestação, ou como mais comum a vendia fiado.
Luiz França era
uma espécie de conselheiro e ouvinte de quase todas as meninas e meninos e dos
mais velhos de Serra dos bois. Ele era um sábio, um psicólogo; sabia ouvir e
guardar segredo. Era num velho rádio que Luiz França ouvia todas as notícias.
Após o noticiário Luiz França fazia uma síntese de todos os acontecimentos e
saia contando as novidades. Sua forma de
narrar era agradável e acessível a todos. Quem não entendesse uma história
contada por Luiz França não entenderia de mais ninguém.
Em Serra dos Bois, falando-se em política,
somente Luiz França, Arnóbio e Hermes votavam em João Cleofas de Oliveira, candidato
derrotado por Miguel Arrais nas últimas
eleições diretas para governador de antes do Golpe de 1964. Estes
mesmo eleitores faziam oposição a Ereciano e Severino Arruda. Quando Antônio
Andrade ganhou a eleição foi a maior festa na casa de Arnóbio. Neste tempo todo
mundo se dava com Arnóbio, que só virou persona não grata, a partir do
inventário de Mãe Zita.
Luiz
França era também um excelente aplicador de injeção. Toda pessoa que adoecia e ia
ao médico, ou mesmo recorria aos conselhos de Pedro Farias, ou de seu Amaro
Galdino, do Gravatá do Ibiapina, ou de Otavio Ramos, de Serra dos Bois, quando
nas horas vagas, prescreviam injeções. E ainda prescreviam remédios
homeopáticos e outras drogas ou erva medicinal para curar o povo. Graças Deus
que existiram estas pessoas para salvar o povo da falta de médico e uma
política de saúde pública, naqueles tempos.
É correto
afirmar que Luiz França, em toda sua vida, só praticou boas ações. Luiz França
namorou pouco e diz a ferina língua do povo que ele teve uma paixão, porém ninguém
sabe quem foi; ninguém viu e, se viu ninguém quis falar. Muitos alegam que a
paixão de Luiz França foi uma moça, que de tanto amar, de paixão morreu.
Fato é que se
lembrar de Luiz França é sempre uma alegria e uma certeza de que Deus existe,
pois põe no Mundo, pessoas que só fazem o bem. E esta missão Luiz França
cumpriu verdadeiramente.
Antônio Martins de Farias
quarta-feira, 16 de maio de 2012
José Ananias de Farias

Não há neste
mundo orgulho maior do que escrever parte da História de José Ananias de Farias.
Ele era filho de Ananias Idelfonso de Queiroz e de Otília Xavier de Farias, neto
de Mateus de Farias Castro e de Ludugero Aleixo da Cunha Porto e Maria Zita.
Nasceu, no sertão da Paraíba, em São João do Cariri, quando criança, foi morar
em Serra dos Bois, com sua mãe e seus irmãos.
Quando jovem, correndo atrás de
uma seriema, na capoeira do roçado, ao pular um toco de baraúna, caiu de mau jeito
e quebrou uma perna. Por causa disso ficou mais de seis meses em cima de uma
cama sofrendo até o osso emendar. E emendou. Minha vó dizia que foi força de
Deus e de breu.
Zé Ananias era grande dançador de
forró em toda sua vida. Casou-se com tia Lalá, Dinorá, filha de Aleixo Chico e
Esmeraldina. Tia Lalá, fazia o café mais gostoso de Serra dos Bois. O casal
teve dois filhos Ananias, que é casado com Judite, filha natural da vila de
Jerimum. Ananias e Judite tiveram muitos filhos e todos moram em Serra dos Bois
e são vaqueiros, por herança genética. E Maria que mora no Rio de Janeiro, tem
um filho, que estuda História e jeito de vaqueiro também.
Ainda muito cedo, tio Dedé, como
o chamávamos, foi ser vaqueiro de seu Severino Malaquias, pai de nosso Padre Jonas.
Quase no fim de sua vida, deixou a fazenda Lagoa do Canto e veio morar em Serra
dos Bois, em sua casa, próxima a casa de Mãe Zinta, com a qual ele tinha uma
relação muito afetuosa.
Sempre gostou de gado e o gado
gostava dele também. Zé Ananias era um vaqueiro especial, pois o gado não tinha
medo dele. Um boi bravo ficava manso quando ele aboiava. Era um veterinário e
parteiro de vacas. Ele curava os animais com carinho e dedicação como nunca
visto. Ele nasceu para a profissão de vaqueiro.
O narrador da história só foi
conhecê-lo depois de adulto e conviveu pouco tempo com Zé Ananias, mas aprendeu
muita coisa com seu mestre. Zé Ananias não foi mestre apenas de uma pessoa, mas
de todos os que conviveram com ele.
Certa ocasião, eu estava
angustiado porque estava tangendo a junta de boi que arava o roçado para
plantar. Tanger boi era um serviço muito pequeno para eu merecer àquele prato
de angu com leite, às nove horas da manhã e um bom feijão com farinha e um
pequeno pedaço de carte seca ao meio dia à sombra de um pé de baraúna. E, lá ia
eu tangendo os bois, quando Zé Ananias vendo o meu sofrer me disse: “Antônio,
tanger boi também é trabalho.” Foi a partir desta data que eu passei a
respeitar toda profissão e todo trabalhador. Sem modéstia e sem ironia, esta
foi uma das maiores coisas que já aprendi em minha vida.
Em fim, falar de Zé Ananias não
esgota nunca. Cada um em Serra dos Bois tem, pelo menos, mil histórias lindas
para contar a respeito de meu tio José Ananias de Farias.
Continuem a bela biografia.
Por: Atonio Martins de Farias
terça-feira, 15 de maio de 2012
AASB em ação
No último sábado dia 12 de maio, aconteceu uma importante
reunião na cede da associação dos agricultores de Serra dos Bois, onde foram debatidos vários assuntos de
interesse da comunidade e região vizinha, estiveram presentes representantes de
outras comunidades, presidentes de associações, presidente do concelho de
desenvolvimento rural sustentável Fabio Junior, a vereadora Rogéria de Zeca, secretários
e diretores, contamos também com a presença do prefeito do município Evilásio Araújo
e do Major João Bosco comandante da terceira companhia independente de policia
militar de Pernambuco com cede em Santa cruz do Capibaribe e comanda o
policiamento em oito cidades do polo de confecções. O mesmo ministrou uma
palestra superimportante abordando temas como combate as drogas, desestrutura
familiar, alcoolismo, a fé como aliada da família e segurança publica em geral,
também se comprometeu em intensificar o patrulhamento na zona rural e nos
eventos realizados nas comunidades. O poeta Joãozinho aboiador também se fez
presente e junto com Geraldinho entoou alguns versos recebendo aplausos do
publico presente, no final, foi servido um lanche regado a bolo, refrigerante,
umbuzada e até galinha guisada oferecido pela associação e pela moradora
Margarida Aragão. São ações como esta que precisamos trabalhar a cada dia, trazendo
conhecimento e informação a população dando oportunidade as pessoas para
discutirem e interagirem junto aos poderes constituídos e buscando parcerias
com o intuito de melhorar a qualidade de vida do homem do campo, declarou o
presidente da associação de Serrados bois, Geraldo Filho. Confira algumas imagens
Vereadora Rogéria, lendo um dos requerimentos de sua autoria, ao lado está o nosso amigo de longas datas Nicácio Figueiredo
Sócios e convidados

Secretaria de educação, Hilka Paloma
Assessor, José de Almeida Mendes
Presidente da associação da vila do jerimum, Amauri Minerva
O comunicador Nicácio figueiredo, anunciando a chegada das autoridades, o ex-prefeito Zeca Coelho, foi o primeiro a entrar na sala.
Palestrante, Major João Bosco, comandante da 3ª CIPM
Poeta Joãozinho aboiador fazendo versos
Da direita para esquerda, a vereadora Rogéria,a esposa do major,o major e o prefeito Evilásio ouvindo os poetas
Geraldo Filho versando, ao lado de Joãozinho
Prefeito Evilásio falando ao publico,
As crianças saboreando um delicioso bolo, Daniel e Sara, filhos de Geraldinho
A juventude marcou presença, Cleidinha, Claudilene, Clécia Ferreira e Claudia
OBS: por problemas na qualidade das imagens, a foto do presidente do concelho rural sustentável Fabio Junior, não foi postada, pedimos desculpas publicamente, e fazemos questão de ressaltar a importância da sua presença na reunião e desejamos muita sorte nessa batalha afrente desse órgão tão importante para nossos munícipes.
Sócios e convidados
Secretaria de educação, Hilka Paloma
Assessor, José de Almeida Mendes
Presidente da associação da vila do jerimum, Amauri Minerva
O comunicador Nicácio figueiredo, anunciando a chegada das autoridades, o ex-prefeito Zeca Coelho, foi o primeiro a entrar na sala.
Palestrante, Major João Bosco, comandante da 3ª CIPM
Poeta Joãozinho aboiador fazendo versos
Da direita para esquerda, a vereadora Rogéria,a esposa do major,o major e o prefeito Evilásio ouvindo os poetas
Geraldo Filho versando, ao lado de Joãozinho
Prefeito Evilásio falando ao publico,
As crianças saboreando um delicioso bolo, Daniel e Sara, filhos de Geraldinho
A juventude marcou presença, Cleidinha, Claudilene, Clécia Ferreira e Claudia
OBS: por problemas na qualidade das imagens, a foto do presidente do concelho rural sustentável Fabio Junior, não foi postada, pedimos desculpas publicamente, e fazemos questão de ressaltar a importância da sua presença na reunião e desejamos muita sorte nessa batalha afrente desse órgão tão importante para nossos munícipes.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Taquaritinga 125 anos é assim que se fás
Dentro das comemorações aos 125 anos de Emancipação Politica de Taquaritinga do Norte foi inaugurado o Ginásio Experimental Severino Pereira. O mesmo funciona no antigo prédio da Escola Cenecista, o qual estava desativado, mas com uma visão inovadora e muita responsabilidade o Governo Municipal conseguiu adquiri-lo e torna-lo patrimônio do povo de Taquaritinga.
Quem foi prestigiar a inauguração oficial do Prédio pode conferir a entrega de um busto do saudoso Coronel Lucena, grande benfeitor e educador que fez história na antiga escola Cenecista, bem como a reativação da história da Instituição com a colocação das bandeiras de todos os estados brasileiros na fachada do educandário como era em tempos de outrora.
O Ginásio é um projeto inovador na educação de Taquaritinga do Norte, que oferta uma modalidade de ensino em tempo integral, com amplas possibilidades para uma melhoria na formação de alunos cada vez mais críticos e participativos em suas ações cidadãs. Os alunos matriculados participam de aulas nos períodos da manhã e da tarde, fazem três refeições na própria escola e ainda participam de diversas atividades.
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