quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nossa fauna,gato maracajá

Gato Maracajá 06
Características: é muito parecido com a jaguatirica, embora menor, e de cauda mais longa. Os hábitos são solitários e predominantemente noturnos. Esta espécie é extremamente adaptada à vida arbórea, com pernas traseiras muito flexíveis, o que lhe confere grande agilidade para subir até em galhos bem finos. Pode ser encontrado em plantações como coqueirais e cafezais. Está ameaçado de extinção.
Habitat: predominantemente em florestas, inclusive nas matas de galeria do cerrado.

Alimentação: roedores, aves, mas também frutas e sementes.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As areias de Serra dos Bois patrimonio da comunidade


Um Pequeno ParaísoPlanícies Orientais / Fot. Kleper

Segundo o dicionário eletrônico aulete areia é um conjunto formado por minúsculos grãos produzidos pela erosão ou fragmentação de rochas graníticas, siliciosas ou argilosas, que cobre geralmente praias, leitos de rios, desertos etc.
Sem dicionário as areias é um lugar onde existia o encontro das ovelhas de Aleixo Joaquim, Arnóbio, Otavio Ramos e demais criadores de ovelhas. Lá também havia o encontro de égua e cavalos; jumentos e jumentas e vacas com touros. Muitos amores lá nasceram. Amores animalescos, pois de gente não dispõe-se de dados para afirmar tal propósito.
Nas areias também havia o encontro de moradores de Pedra Preta, Bandeira e Serra dos Bois que, pela manhã, corriam em busca de um caju maduro e algumas castanhas para assar e comer com angu.
As areias, como a conhecemos, é um lugar que quando a chuva chega ao sertão logo nasce capim. É um verde que encanta e alegra o coração de qualquer mortal. Parece que ela é patrimônio nacional, ou seja, de todos! Devido ao encanto que lá existe. À noite, as caiporas fazem a festa.  Alguns mais velhos afirmavam que se encontrava com almas penadas lá. Não há provas, mas não se duvide porque as areias parecem um pequeno paraíso.
Por: Antonio martins 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Bençãos do céu

Açude grande vista periférica
correnteza
represa
As chuvas em nossa região foram realmente uma benção divina, lindas lavouras como a tempo não se via, e pequenos açudes transbordando.E o açude grande construído em 1984 e que só este ano foi limpo graças a responsabilidade e competência do prefeito Evilázio Araújo e sua equipe.Com as primeiras chuvas já  atingiu 50% de sua capacidade.Se Deus quiser, este ano vamos ver este açude transbordando novamente, agora com uma capacidade de armazenamento bem maior disse o agricultor Bento Barbosa.

Taquaritinga 124 anos de emancipação

Taquaritinga festeja 124 anos

Monumento Bíblico foi entregue sob muita emoção
Taquaritinga do Norte- Conhecida por seu clima e sua beleza, a Dália da Serra encanta todos que nela chegam, e hoje o dia é muito especial. O município comemora seus 124 anos de emancipação política, e a cidade não poderia estar mais bonita, pois o clima nublado deixa um cenário lindíssimo. Pela manhã, aconteceu o Asteamento da Bandeira, e às 9hs o prefeito Evilásio Araújo inaugurou o monumento bíblico, num momento de muita emoção para os presentes.
Ao som da Banda Musical Dom Luiz de Brito, o evento contou com a presença de diretores e secretários, além de pastores evangélicos e do Padre Ivemar. Todos ressaltaram a importância do monumento bíblico para os cristãos e a palavra de Deus foi levada para os presentes. “A Igreja está neste município há 210 anos, e com o monumento bíblico, vamos a cada dia 30 do mês setembro realizar uma missa neste local”. Disse o Padre Ivemar.
O monumento é uma obra do artesão Eraldo Ramos que estava presente ao acontecimento. Outras personalidades que marcaram presença foram o promotor Iron Miranda dos Anjos, Zeca ex-prefeito, entre outros nomes importantes no município.  
Sem esconder a alegria o prefeito Evilásio Araújo falou dos avanços na cidade, e reafirmou a importância do monumento para os cristãos da cidade e os que visitam o município. 
Fonte:sulancanews 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Abidom Pereira


Na década de 50 chegou à fazenda Açude Novo um novo vaqueiro. Abdon Pereira da Silva, casado com D Beata. Trazia dois filhos, Ivanildo e Iraci e um destino. Destino de ser amigo de todos seus vizinhos e deixar saudade.Ao prefaciar a obra de José Lins do Rego, Josué Montelo, disse que José Lins do Rego fazia parte de seu patrimônio de saudade. Assim foi Abdon, fez e faz parte do patrimônio de saudade de Serra dos Bois, amada terra. Na fazenda de seu Oliveira nasceram nasceu o resto de sua família: Fátima, Antônia, José, Severino, Luiz e Lindalva.
Dona Beata, todos os anos tinha um filho e, por vontade de Deus, nem todos se criaram. Dona Jacinta, parteira das mais queridas, é que contava e marcava a data de nascimento dos meninos.
Seu Abdon, como nós o chamávamos, fazia amizade com todo mundo. Às vezes, criava arruaça; como em 1963, na comemoração da eleição de Antonio Andrade, na casa de Arnóbio, acabou com o forró ao se desentender com meu padrinho Geraldo.
Tinha seu Abdon, a mania de apelidar as pessoas. “Casca grossa”
era o mais comum. Seu Abdon gostava de uma branquinha e todo dia de feira só saia da cidade quando a última bodega fechava as portas. Ainda parava no Algodão e no jerimum para “a saideira”. Seu Abdon, com seu jeito especial de ser, deixou saudade. Foi a voz de um vaqueiro que se calou.

Por: Antonio Martins 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Relembrando a história

SAUDADE DE MINHA TERRA

SENHORA CONCEIÇÃO AGOSTINHO
SÁ CONCEIÇÃO
SERRA DOS BOIS
Para os que aqui foram criados na década de 50 a 70, foram conhecedores e presenciaram a vida dessa magnifica criatura, deficiente mental. Particularmente lembro-me bem dessa figura, por ela gostar muito de minha mãe (dona Lili ou tia Lili) e ir constantemente a nossa casa.
Conceição era uma devoradora de café; e álcool para passar no cabelo. Certa vez meus pais foram para o roçado, próximo à casa de meu avô materno (Aleixo Porto), ficando eu sozinho em casa. Tinha, por esta época mais ou menos seis anos de idade. Mesmo só fiquei brincando fora de casa, quando escuto o barulho de voz, era ela, Sá Conceição. Corri para dentro de casa, tranquei as portas e me enfiei debaixo da cama. Costuma-se em épocas passadas usarem taramela para fechar as portas. Qual não foi minha surpresa, ela forçou a porta da cozinha, e a mesma se abriu. Para meu desespero ela entrou falando sozinha: “Sá Marica não estar, Sá Marica não vem”, pois assim ela chamava minha mãe (Maria).
Entrou no quarto onde eu estava embaixo da cama, e onde estava a garrafa de álcool que já era de seu conhecimento, usou o álcool para passar no cabelo, e para meu terror ela levantou a barra do lençol, que forrava a cama, mas não me viu; para meu alivio. Em seguida foi à cozinha pegou o bule de café frio e tomou, e sempre falando: “Sá Marica não tá, Sá Marica não vem, vou embora”, e assim fez, puxando a porta e deixando-a encostada. Certeza tenho que não mexeu, nem levou nada.
Quantas vezes presenciei, bem à distância, ela destruir touceiras de lastrado (xique-xique), pés de faxeiro, pés de cardeiro (mandacaru), bancos de macambira, sempre dando a impressão que estava batendo em alguém.
Certa vez por muita insistência de sua parte (meses) com minha mãe (Lili) as duas foram ao açudinho para retirar mel de uma arapuá. Conta minha mãe que saiu de lá correndo com as abelhas em cima dela, largando Sá Conceição em guerra com as mesmas. Após algumas semanas passadas, ela aparece, porém minha mãe nota nada de anormal na pessoa dela.
Quem quiser e puder acrescentar mais fatos a esta historia.

Por:Joaquim Abidias da Cunha