terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Índia Que Virou Pedra.



Uma bela índia nasceu nos arredores da fazenda Açude Novo. Nasceu como uma deusa. Para alguns ela trazia características de Iracema, de José de Alencar. Seus pais, aos poucos, foram se adaptando aos costumes de Serra dos Bois. A índia crescia e com ela crescia também um jeito de sapeca de ser e de se comportar. Ita era seu nome. A menina aprendeu a dançar assim que deu seus primeiros passos no chão de terra batida, em sua aconchegante casa de taipa que ocupava as margens do Olho D’água, nas proximidades da Serra Lavrada.
Ita cresceu. Acostumada a andar a cavalo corria nua, como Eva no Jardim do Éden, após comer a fruta proibida. A índia cavalgava pelas capoeiras de seu Oliveira. Ia à Lagoa das Gogoias. Em algumas ocasiões visitava a fazenda de seu Agnelo Pedrosa. De vez em quando ia até à fazenda Maniçoba, para um café, na companhia dos vaqueiros. Em suas andanças pelos marmeleiros, quando o sol estava abrasivo, Ita desmontava de seu tordilho, chamado de “filho do vento”, em razão ser o mais rápido cavalo da região. e descansava à sombra das quixabeiras, que embelezavam as margens do Riacho da Tapera. Dependendo da hora, Ita até tirava uma soneca, quando sonhava com seu príncipe encantado. Quando o sol quebrava e já caminhava para o ocaso a jovem sonhadora montava em seu cavalo e retornava à casa de seus pais, às margens do riacho do Olho D’água, dentro dos limites da fazenda de seu Oliveira.
Ao terminar o dia os concrizes, os galos-de-campina e as juritis faziam a festa. Quando era noite de lua cheia Ita ficava à janela, olhando a beleza dos galhos de avelós bravo, as macambiras, os lastrados e os mandacarus em flores, trazendo para o sertão os primeiros sinais de chuva. Só por volta da meia note é que Ita ia dormir em uma cama de vara, mas que ela fez um dos lugares mais confortáveis que o mundo conheceu.
Curioso é que Ita andava nua pelos campos e, em Serra dos Bois, ninguém percebia tal fenômeno. Fato é que ela fizera amizade com o escravo Lulu, morador da casa de taipa que ficava no caminho da casa de tio Aleixo Porto. A casa de taipa e cercada de árvores, quando até hoje lá aparece almas penadas. O escravo Lulu criava cobras e, por certo, fora o único mandingueiro de Serra dos Bois. Assim, por dedicação e amor à Ita, Lulu fez um trabalho mágico afim de que quando Ita andasse como veio ao mundo ninguém a percebesse. Por mais bem feito que tenha sido o trabalho, um rapaz sabia que Ita andava montada em seu tordilho, pelas capoeiras, sem nenhuma tira de pano em seu corpo.
Com sua beleza, com o rosto tão belo; com seu cabelo lindo como o ninho da casaca de couro, Ita, por destino, foi se apaixonar logo pelo rapaz de Serra dos Bois, que conseguia lhe ver nua andando pelos matos. Também, por obra do destino, tal rapaz não correspondeu à a paixão ardente da índia.

Ita decepcionada com a falta de sorte e por não ter sido correspondida resolveu se vingar e, por este tempo, conheceu um cangaceiro do grupo de Antonio Silvino, que se hospedava na casa de Ludugero Aleixo da Cunha Porto. Apesar de amar intensamente o filho da terra e não recebendo apoio de seus pais para se casar com o cangaceiro, Ita fugiu e nunca mais se teve noticia de nossa índia, ficando todos sem saber por onde anda Ita. Fato é que Ita era tão bela que parece que sumiu para virar pedra e enfeitar a Serra Lavrada. 

Por:Antonio Martins de farias:

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Poços artesianos perfurados pelo IPA são instalados em Serra dos Bois






Uma luta da Associação dos Agricultores de Serra dos Bois em parceria com a Secretaria de Agricultura, conseguiu um grande resultado para a comunidade. Em julho de 2012 o presidente da AASB Geraldo Filho, esteve na capital pernambucana em audiência com o presidente do IPA, Dr. Júlio Zoé de Brito, acompanhado por membros da associação, secretário de agricultura e secretário de apoio. A pauta do encontro foi “alternativas de convivência com a seca”. Foram oficializadas reivindicações como perfuração e instalação de poços artesianos, construção de pequenas barragens, aumento do reservatório já existente, dentre outros.
O presidente do IPA se comprometeu em levar a documentação ao Comitê Gestor da Seca e lutar para que os pleitos fossem atendidos. No final de janeiro de 2013, os poços foram perfurados, com uma vazão aproximada de 1200 litros/hora, volume considerável para a região do cariri.
Na última terça-feira dia 27 de agosto de 2013 a empresa YVEL começou a instalação dos cata-ventos. Ação que vai ajudar significativamente a comunidade que sofreu bastante com a falta de água durante a mais longa estiagem já registrada nos últimos 50 anos. Uma alegria enorme para nossa comunidade, Isso só reforça a nossa luta a frente da Associação e mostra que nosso trabalho está apresentando resultados positivos, pontuou Geraldinho.
Agradecemos em nome da comunidade, dos sócios e toda diretoria da AASB, a todos que participaram diretamente desta luta e em especial, ao Dr. Júlio Zoé de Brito por mais esta grande conquista.

Veja no link abaixo a postagem do dia 25 de julho de 2012, sobre a audiência realizada no IPA em Recife, em prol da perfuração e instalação destes poços:
Veja no link abaixo a postagem do dia 24 de janeiro de 2013, sobre a perfuração dos poços em Serra dos Bois:
http://associacaodeagricultoresdeserra.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Começa implantação do abastecimento de água de Serra dos Bois

Uma obra tão sonhada pelos moradores da comunidade de Serra dos Bois começou a sair do papel: a implantação do sistema simplificado de abastecimento de água deste povoado já é uma realidade, pois na manhã desta quarta-feira (21) foi iniciada a perfuração do poço artesiano que vai abastecer todo o sistema onde foi registrada uma vazão de 3.800 litros por hora, considerada satisfatória para este tipo de obra.
O convênio da obra havia sido assinado no dia 10 de janeiro, ocasião onde o Prefeito Evilásio Araújo recebeu a comitiva integrada pelo Secretário Estadual de Agricultura e Pecuária Ranilson Ramos, o Secretário de Agricultura Familiar Aldo Santos, o Deputado Estadual Diogo Moraes (PSB) e outras autoridades e funcionários ligados a agricultura no Estado que visitaram Serra dos Bois onde foram recepcionados pelo presidente da Associação de Agricultores de Serra dos Bois (ASSB) Geraldo Filho, por representantes das associações rurais, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e de outras entidades.
Além da assinatura do convênio, na ocasião também foram abordadas outras ações a serem implantadas objetivando o combate a seca que já começaram a ser viabilizadas pelo Governo Estadual através de várias frentes.
Muito feliz com o início da obra está Geraldo Filho, presidente da Associação beneficiada. “A viabilização desta obra é a conquista de um grande sonho de nossa comunidade, pois esta ação vai proporcionar uma melhoria na qualidade de vida de todos nós. Somos muito gratos ao Governo Estadual e a Prefeitura por todo o apoio dado a nossa Associação, temos certeza que unidos, conseguiremos mais conquistas para o homem do campo de nosso município”, declarou Geraldinho.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cultura Avante!!!

Ilka Paloma (Secretária de Educação), Geraldo Filho (Pres. AASB), Oscar (FUNDARPE) e Anália Arruda (Dir. Conselho de Cultura)

Na última quarta-feira 31 de julho, a cidade de Taquaritinga do Norte vivenciou a Primeira Conferência Municipal de Cultura. Um evento superimportante para o município, uma vez que o mesmo é um grande berço de artistas de vários segmentos.
A comunidade de Serra dos Bois foi representada pelo presidente da Associação dos Agricultores, Turismo e Cultura, o senhor Geraldo Filho, popularmente conhecido como Geraldinho, que é poeta e amante da cultura nordestina.

A comunidade tem um forte apelo cultural além de ser uma das comunidades que mais se destaca pelos eventos culturais como a Missa do Vaqueiro, e os relatos históricos sobre os cangaceiros, sendo conhecida por Terra do Vaqueiro, Rota do Cangaço.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Sítio Bandeira de Seu Miguel Severino




Não há uma versão oficial a respeito do sítio Bandeira, que tem uma parte pertencente ao município de Barra de São Miguel, PB, e outra à Taquaritinga do Norte, PE. Contava-nos uma história no sentido de que com a libertação dos escravos, pela Princesa Izabel, o Sr. Ludugero Aleixo da Cunha Porto, doou como recompensa, ao seu escravo Adelino, o terreno no qual se acha o sítio em questão. Não há nada oficial nesta afirmação. Assim também aconteceu com o sítio das Barrocas, que foi doado pelo mesmo senhor ao seu ex-escravo João Borges da Costa. Que com seu trabalho construiu tudo que conhecemos ou sabemos a respeito daquele sítio amado por todos nós.
Boa parte dos moradores do Bandeira é descendente do senhor Adelino, ex-escravo e de origem africana. Ele foi o patriarca de nossos conterrâneos bandeirasses. O Sr. Adelino Deixou os seguintes filhos: Felipe Adelino, Bernadino Adelino, pai de “Chá” e” Biroca”.  “Neco” Adelino, João Adelino, pai do sanfoneiro Cecílio, casado com Luzinete, filha de Maria Clara e Antonio de Sinésio.
Não se sabe o porquê do nome Bandeira. Talvez seja porque neste local existiu uma máquina de descaroçar algodão. Sendo o vendedor da máquina em questão conhecido como seu Bandeira, cuja origem era alagoana e muito conhecido na região, tenha influenciado tal nome. Àquela máquina também chamada de bolandeira foi muito importante na época que o algodão foi chamado de ouro branco do Nordeste.
O curioso é que povo do Bandeira tem uma cultura própria; uma forma de falar diferente. O falante no Bandeira emite uma sonoridade característica que só se ouve lá. Os moradores do Bandeira possuem uma forma especifica de se divertir; gostam muito de forró e de um bom bate papo. É um povo hospitaleiro e muito amigo.
É bom que se diga que no Bandeira existem outras famílias. Famílias que adquiriram suas propriedades e construíram suas vidas neste lugar acolhedor, mediante muito trabalho e dedicação. Assim, pode-se destacar: Seu Zé Macambira; seu “Do Santo Bernadino”; “Tura”; seu “Zuca”, pai de “Titi”; seu “Biu Quinca”; dona Joaninha Marreiros, mãe de Adelson e Antonio de Sinésio, além de Artur Baixinho entre outros.
Assim, podemos lembrar-nos da família Bernadino, cujo líder de nossos tempos foi Doda Bernadino, pessoa muito comunicativa, simpática e de excelente capacidade de liderar; tendo sido inclusive vereador de Barra de São Miguel.
No Bandeira também tem a família Severino, quando o patriarca foi o senhor Manoel Severino, que deixou os filhos Amaro Severino, Miguel Severino, Pedro Severino e Eufrásio Severino e dona Raimunda, esposa de seu “Zé Macambira”.  Seu Amaro Severino chegou a ser uma pessoa rica, para a região, tendo, inclusive, influência política. Porém, o que queremos nesta oportunidade é lembrar-se de Seu Miguel Severino Pereira. Pessoa muito importante e um pai de família exemplar. Seu “Migue Severino”, como era chamado nasceu e se criou no Bandeira, casando-se com dona Maria Anunciada de Jesus, cuja naturalidade é da cidade de Bom Jardim, no estado de Pernambuco. Dona Anunciada era filha de Jerônimo Tomás da Silva e Maria Filomena Alves. Acredita-se serem seus ancestrais também de Bom Jardim, PE. O casal Miguel Severino e Anunciada teve os seguintes filhos: Maria Materna, Angelita, Carmelita, Maria do Socorro, Vivina, Eliane, José, (Dudé que morou alguns anos no Rio de Janeiro, aonde fez muitos amigos e deixou saudades); Antonio Severino e Auristela. Vivina casou-se com Francisco Abdias da Cunha, de Serra dos Bois e mora no Rio de Janeiro, construindo uma família maravilhosa. A família de Vivina é composta por Fernando, Marcelo e Fred e as netas Brenda, Ana Bela, filhas de Marcelo; e Pedro, filho de Fernando.
O autor desta pequena pesquisa possui muitas lembranças sobre o Bandeira e seus habitantes. Não obstante, sobre seu Miguel Severino guarda poucas recordações, devido serem de gerações diferentes, porém tem uma admiração especial pelo senhor Miguel que sempre demonstrou ser uma pessoa muito educada; que possuía como caraterística um sorriso gostoso e muita educação e respeito pelas pessoas que conviviam com ele e sua família.
Seu Miguel Severino gostava de caçar e era considerado o maior matador de mocó na região, segundo informações passadas em segredo ao autor desta, que respeita a fonte. E, parecem verdadeiras tais informações, pois muitas noites, seu Miguel Severino passava por Serra dos Bois em direção à manga de seu Agnelo Pedrosa com o intuito de caçar. Às vezes, para esperar a lua nascer, ele acordava um vizinho e tomava um café, para depois de meia noite se embrenhar pela mata e concluir suas caçadas. O mais curioso é que sua volta nunca era percebida. Talvez para não mostrar quantos mocós pegou ou se voltava de bornal vazio, afinal temos o seguinte ditado: “Um dia é da caça e outro do caçador.”.
Outro morador ilustre do Bandeira foi seu Antonio de Sinésio. Não se sabe ao certo sua origem. O que se conhece é que ele foi marido de Maria Clara, filha de Pedro Lino e tia Clara, moradora de Serra dos Bois. A união de Maria Clara com Antonio de Sinésio gerou a “Família de Maria Clara”, ou seja, Luzinete, esposa de Cecílio de seu João Adelino, Maria Gorete, que mora em Recife; Reginaldo que já faleceu e morou no Bandeira e em Serra dos Bois; Pedro e Ivonete, esta moradora de Recife, tendo sido aluna de Silva Borges, nas Barrocas.
O casamento de Antonio de Sinésio e Maria Clara chegou ao fim. Antonio de Sinésio constitui união com Otília, de seu Zé Ramos, também de Serra dos Bois e teve muitos filhos.
Quando criança o autor desta pequena lembrança do Bandeira levou uma carreira de Antonio de Sinésio. Quando ele armava quixó ou mundéu para pegar gato maracajá ou até mesmo alguma raposa vadia. Criança, não sabe o que faz e achava bonito ver o desarme da pequena invenção. Acontece que um dia, seu Antonio de Sinésio se escondeu no mato e quando o Autor desta passava desamando os quixós gritou:
- Por que, você desarma os meus mundéus?
Aquela voz vinda e ouvida do mato e estrondosa foi o suficiente para uma boa carreira. Do Alto da Janela a sua casa. O pobre menino levou apenas cinco minutos. Chegou todo cheio de espinho e todo arranhado pelos galhos das juremas e macambiras.
Assim, de lembranças em lembranças vamos vivendo e recordando de pessoas que nos deixam saudade.
Escrever sobre o povo do Bandeira é de enorme responsabilidade, afinal tudo que se diga desse maravilhoso lugar e sua gente é pouco. Mesmo assim, vale a pena arriscar, pois quiçá que outro curioso tenha mais história para escrever a História do Bandeira que seu povo mereça.

Antonio Martins de Farias



segunda-feira, 1 de julho de 2013

TIO NESTOR BORGES


Tio Nestor ao lado do amigo Geraldinho

É necessário lembrar que todo o conteúdo deste texto é de natureza oral e cognitiva, ou seja, são fatos lembrados e vividos na primeira edição da vida do autor; e entre a quarta e a sexta edição do homenageado. É que Nestor Borges da Costa, hoje, vivendo na casa dos seus noventa anos deixou muitas lembranças e exemplos de vida que valem a pena ser narrados como legado para a juventude.
Nestor Borges da Costa é filho de João Borges da Costa e de dona Joana. Tio Nestor foi nascido e criado no sítio Barrocas, município de Barra de São Miguel, PB
No Sítio Barrocas, Nestor cresceu, dançou forró e namorou muito. Quando se casou com Lieta Maria de Farias, com quem teve os seguintes filhos: Antonio Nestor da Costa, Graciete Borges da Costa, Amaro Borges da Costa, Gení Borges da Costa e Aluísio Borges da Costa. Dos filhos de tio Nestor, apenas Amaro já se encontra na morada definitiva. Não teve a sorte de conviver com seu pai, nas Barrocas, que tanto amou e tanto gostava. Amaro nunca se esquecia das Barrocas; e só descansou quando para ela voltou.
Tio Nestor quando se casou foi ser vaqueiro de um fazendeiro, cujo nome era Mario,  no município de Vertentes; o lugar se chama Barreira Vermelha. Lá nasceu seu primogênito Antonio Nestor da Costa, que teve como padrinho o jovem paquerador Jorge. Jorge era um romântico, gostava de andar sempre de forma impecável; montava um cavalo branco, parecendo mesmo ser o de São Jorge.
Em seguida tio Nestor foi ser vaqueiro, na fazenda Riachão, de Abílio Pedrosa. Lá nasceram: Graciete, Amaro, Gení e Aluísio. Ainda na década de 60 mudou-se para as Barrocas, onde fixou residência por longos anos. Infelizmente, sua primeira esposa, tia Lieta, faleceu deixando-nos com eternas saudades. Novamente tio Nestor se casou com dona Neves, cuja família morava na cidade de Barra de São Miguel, PB, passando bons anos em seu torrão, mas por necessidades foi morar na cidade da Barra, onde vive até a presente data.
Nestor Borges da Costa, na juventude, era um grande trabalhador; um grande vaqueiro e exímio dançador de forró e de quadrilha. E tinha como característica principal um fazer amigos. A casa era repleta de gente felicidade, que até o presente momento nos  leva à nostalgia.
Foi um pai honroso e muito cuidadoso. Tinha verdadeira paixão pelo que fazia. Adorava um forró ou uma festa fosse ela aonde fosse, embora a vaquejada fosse a sua  preferência.
Quando de seu retorno às Barrocas, seu filho Aluísio, o caçula, ainda era muito pequeno. O autor desta, também menino, presenciou e ouviu o seguinte diálogo entre tio Nestor e o caçula. Perguntava tio Nestor:
 - Aluísio é bonito?
Respondia Aluísio:
- Sim, sou, Papai!
Respondia tio Nestor:
-Que nem o bumbum do cabrito!
Aluísio, manhoso, chorava. Não há como escrever tudo o que tio Nestor representa para nós, mas uma certeza temos: tio Nestor é um exemplo para ser seguido. E eu o sigo e seguirei, para sempre. Tio Nestor é meu segundo pai.

Por: Antonio Martins de Farias


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nota

                                                 Nota
     A comunidade de Serra dos Bois vem por meio desta, esclarecer  a quem interessar, que as festividades  religiosas do padroeiro São Pedro, prosseguem sem alterações de 27 a 30 de junho, sendo  cancelado apenas, a festa social ou profana  em respeito as famílias que perderam seus ente queridos  recentemente, Dona Lilí, Dona Socorro, Paulo Farias e de forma trágica, Adalbertinho e Miriam do posto de saúde,  todos eles, nossos parentes e amigos.
A comunidade agradece a compreensão e ao mesmo tempo,  presta suas condolências aos familiares por tão grande perda.

Serra dos Bois, 24 de Junho de 2013:

Assinada: Geraldo filho, Geraldinho.